Mostrando postagens com marcador Eucaristia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eucaristia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Até a mula adorou

13 de junho, memória de Santo Antônio.

        Hoje é dia de Santo Antônio, frade franciscano que ficou famoso por suas pregações. Também conhecido como o “santo casamenteiro”.
        Mas, neste texto, não pretendemos falar da história desse grande homem, mas sim sobre um fato de sua vida.
        Todos já devem conhecer o episódio da “Mula e a Eucaristia”, onde um descrente proclamou que se sua mula reconhecesse que Jesus estava realmente presente na Eucaristia, ele acreditaria.
        Santo Antônio, então, levando Jesus Eucarístico diante do animal, presenciou, junto a uma multidão, a mula, há dias sem comer, prostrar-se ante a Eucaristia com profunda reverência antes de se dirigir ao feixe de feno que se encontrava ali perto.
        Todos ficaram admirados e o dono da mula se converteu.
        Não existe dúvida, ao menos entre os católicos que professam a fé da Igreja, que Jesus está presente por completo na Santíssima Eucaristia: em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, o que nos leva a crer que Ele, como nosso Deus, Rei e Senhor é digno de TODA reverência.
        A palavra de Deus proclama que diante do nome de Jesus todo joelho se dobra no céu, na terra e nos infernos. Até os animais reconhecem isso. E nem mesmo os infernos tem a ousadia de não se prostrarem diante do Deus Altíssimo.
        Mas, infelizmente, existe muita gente em nossas igrejas que se acham mais auto-suficientes que o próprio demônio e se recusam a dobrar os seus joelhos diante de Jesus Sacramentado.
        Somos seres corpóreos e não adoramos somente com o coração. O nosso corpo deve expressar a adoração que brota da alma.
        Mas também de nada vale um gesto vazio, descrente. É preciso primeiro reconhecer, depois adorar e então, acolher: “Que ninguém comungue o Corpo de Deus sem antes adorá-Lo” (Santo Agostinho).
        Até os grandes reis do Oriente, diante do Verbo Encarnado, se prostraram e o adoraram. Na Eucaristia, o Verbo se faz Carne tal como estava na manjedoura em Belém, tal como estava na cruz do Calvário, tal como está hoje no Céu.
        Não nos rendamos a teologias tendenciosas, heréticas e desvirtuadas que nos ensinam a não adorar.
        Ajoelhemo-nos diante de Cristo! Para nos penitenciarmos, para adorá-Lo, para comungá-Lo e para dele recebermos a solene bênção.
        O dia em que a Igreja parar de adorar o seu Divino Esposo, ela perderá toda a sua razão de ser.
        Aprendamos então, com esta simples criatura: uma mula, a amar a Deus, honrá-Lo e adorá-Lo sobre todas as coisas. Não somente com nossa alma e nossa mente, mas com todo o nosso ser!
 
        Santo Antônio, rogai por nós!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Adorar o Corpo de Cristo



Cristo, para nos levar a amá-lo mais, deu-nos a sua carne como alimento. Vamos, pois, até ele com muito amor e devoção... Este corpo é o que os magos adoraram quando estava deitado numa manjedoura. Esses pagãos, esses estrangeiros deixaram a sua pátria e a sua casa, empreenderam uma longa viagem para o adorarem com temor e tremor. Imitemos ao menos esses estrangeiros, nós que somos cidadãos dos céus... 
Vós mesmos já não o vedes numa manjedoura, mas sobre o altar. Já não vedes uma mulher que o segura nos braços, mas o sacerdote que o oferece e o Espírito Santo que, com toda a sua generosidade, paira por cima das oferendas. Não só vedes o mesmo corpo que viram os magos mas, além disso, conheceis o seu poder e a sua sabedoria, e não ignorais nada do que Ele realizou, após toda a iniciação aos mistérios que vos foi minuciosamente facultada. Acordemos, pois, e despertemos em nós o temor de Deus. Mostremos muito mais piedade para com o Corpo de Cristo do que aqueles estrangeiros manifestaram... 
Esta mesa fortalece a nossa alma, congrega o nosso pensamento, suporta a nossa confiança; ela é a nossa esperança, a nossa salvação, a nossa luz, a nossa vida. Se deixarmos a terra munidos com este sacramento, entraremos mais confiantes nos átrios sagrados... Mas para quê falar do futuro? Já neste mundo, o sacramento transforma a terra em céu. Abri, pois, as portas do céu..., vereis então o que vos acabo de dizer. O que há de mais precioso no céu, vo-lo mostrarei sobre a terra. O que vos mostro não são anjos, nem arcanjos, nem os céus dos céus, mas aquele que é o Senhor deles todos.

(São João Crisóstomo)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Jovens Eucarísticos


"E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a mim” (João 12,32)

Cristo Mestre nesta afirmação já se referia ao momento em que seria levantado no madeiro da Cruz. Hoje, a cada Missa, ele também é elevado, pois a Missa é o próprio Calvário. Dessa forma, podemos antever que a afirmação de Jesus é uma profecia profundamente eucarística.

Essas palavras de Jesus precisam fazer brotar em nosso coração o profundo desejo de adorá-Lo sob o véu do Sacramento. E, de fato, é no Sacramento da Eucaristia que Jesus atrairá a sua juventude. O Senhor reunirá a juventude não apenas em espaços físicos, mas sim a seus pés, formando um povo santo, com uma fé ousada, uma certeza íntima de que Ele está vivo. Vivo!

Jesus, no véu do Sacramento, deseja uma juventude adoradora e a cada vez em que é elevado sobre o altar, renova esta maravilhosa profecia.

Atendamos ao profundo convite de Jesus! Doemos nossa vida em adoração ao seu Santíssimo Corpo e Sangue, pois Ele é a única e verdadeira alegria da nossa juventude.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A beleza que faz falta


É difícil compreender por que tantos sacerdotes estão deixando de lado as lindas tradições da Igreja de Cristo. Em especial na liturgia. Sinos, incensos, vestes, ouro estão desaparecendo das igrejas. Está tudo tão simples, tão pobre, tão apagado. Visivelmente é difícil crer que estamos participando do Banquete do Senhor. Que a nossa comunidade faz parte da mesma Igreja que Roma. Confunde-se zelo com futilidade e o que não é essencial entra em extinção.
Muitas comunidades chegam ao cúmulo de nem ao menos ter um ostensório para expor o Santíssimo Sacramento. E pior: acham isso extremamente normal. Promove-se eventos, mobilizam-se pessoas, arrecada-se dinheiro. Melhora-se o som, trocam-se os bancos, e o Corpo do Senhor permanece abandonado. Reclamam da falta de padre. Mas onde estão os coroinhas? Como cobrar vocação se não temos capacidade para despertá-la?
É difícil compreender. Qual a dificuldade em ser Igreja na íntegra? Lutemos, irmãos, para que nossas comunidades sejam cada vez mais “Igreja” e se preocupem, sim, em adornarem-se para o encontro com o Rei. Pois Cristo merece toda a beleza que pudermos lhe oferecer.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Não abandonem o Cristo


É espantoso ver como muitos católicos não compreendem o que é Santa Missa e deixam de participar por tantos motivos banais. O mais espantoso é que não estamos falando de católicos não ativos na Igreja. Falamos de líderes de pastorais, coordenadores, catequistas e tantos outros que atuam nas comunidades. Muitos ficam semanas sem participar do Sacrifício de Cristo mesmo pertencendo a uma paróquia que realiza mais de 40 Missas dominicais. E os motivos são os mais absurdos possíveis. Chegam até a dizer que tanto faz ir à Missa ou à Celebração desde que se esteja na comunidade. COMO ASSIM TANTO FAZ? Onde está escrito que um católico não pode ir à Missa em outra comunidade da paróquia quando o sacerdote não pode celebrar na que ele participa? Como alguém que compreende a Palavra de Deus se contenta, em sã consciência, em participar da Santa Missa de quinze em quinze dias?
Na missão de divulgar a revista passamos o Domingo em uma paróquia onde dois dos três padres estavam impossibilitados de celebrar e, na matriz, onde normalmente são realizadas cinco Missas só poderia ter uma. Nos outros horários aconteceu a celebração da Palavra, mas era explícito, tanto nas falas quanto nos olhares da assembleia e de quem presidia, o sentimento de tristeza por não poderem, naquele Domingo, participarem da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Por outro lado, em muitas comunidades, os celebrantes ficam tão ansiosos pelo dia de sua Celebração que, se algum padre chegar para celebrar a Missa são capazes de dispensá-lo (afinal de contas, tanto faz mesmo, não é!?). Parece brincadeira, mas já aconteceu.
Católicos de Volta Redonda, acordem para essa verdade: muitos de nós estamos deixando de vivenciar o ápice de nossa fé por conta de uma cultura religiosa errada que foi implantada em nossa paróquia há muito tempo atrás.
A Congregação para o Culto Divino da Santa Sé nos alerta que é perigosa essa supervalorização do leigo, em especial na parte sacramental da Igreja em sua encíclica “Redemptionis Sacramentum”. A celebração da Palavra dominical é a última opção aceitável para que uma comunidade celebre a Páscoa de Cristo e, ainda sim, é uma opção extremamente provisória. Muitas comunidades de nossa paróquia sofrem com a falta de sacerdotes e não fazem absolutamente nada para despertar novas vocações. Acomodam-se com a Celebração da Palavra, colocando a vida em comunidade como justificativa indiscutível. Acham normal não participar da Missa mesmo em dias de solenidade. Sim, solenidade (Natal, Pentecostes, Vigília Pascal...). Parece incrível, mas acontece. E como acontece.
Lugar de leigo decididamente não é atrás do altar erguendo o Corpo de Cristo. É urgente desfazer esta mentalidade de que Missa ou Celebração “tanto faz”. Não porque os celebrantes sejam pouco instruídos, isso não é o problema maior. A questão está no valor que se dá à Santa Missa. Porque, sim, precisamos fazer questão de participar da Santa Missa aos domingos. Foi o próprio João Paulo II quem afirmou: “a Missa é o coração do Domingo”!
Não caiamos na armadilha da acomodação, pois ovelha sem pastor se dispersa. É dever das comunidades lutarem e trabalharem para que seus fiéis tenham acesso semanalmente à Santa Missa, a curto e a longo prazo. Oremos pelas vocações, façamos encontros para os jovens, convidemos padres para celebrar! Já passou da hora de parar de reclamar e agir.
Assim, num belo dia que ainda há de chegar, nossos filhos se espantarão quando contarmos que no nosso tempo muitos católicos não participavam da Missa todos os Domingos.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sangue e Água


Uma gota de água colocada no cálice.
A alma que se dilui na vida e torna o sangue sagrado.
Da Árvore da Vida, no seio da Nova Jerusalém, sangue e água brotam do Coração Sacramentado.
Doze vezes por ano suas folhas redimem o mundo de sua triste realidade perecível.
No erguer do Corpo, o olhar do Cordeiro no madeiro da Glória. No Altar da Cruz escorre a nova e eterna Aliança.
Um pacto, um Mistério, um Sacramento. A morte de Deus vence o pecado. A vitória do Homem nos retira da morte.
Sua memória é esperança, sua presença é nossa força.
A água que é colocada no cálice nos dá a vida. O sangue que é erguido no calvário dá vida à alma.
Enquanto os olhos não veem, a alma te exalta. Enquanto a razão se submete, o corpo se inclina.
É sangue, é água, que brotam da Eucaristia.
É vida e alma que se derramam do Fruto da Vida.
É a morte da Vida, dando início ao eterno.
Ó sangue e água, que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em vós!