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sábado, 26 de maio de 2012

9° Dia: O Amor é um tesouro que encerra todos os bens - Novena de Pentecostes


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

† Sinal da Santa Cruz
Senhor, abri a minha boca. E cantarei vosso louvor.

Espírito Divino, de poder infinito, peço-vos abrir o caminho da perfeição, do afluxo de graças santificadoras, da harmonia, do amor e adoração à Santíssima Trindade, da bem-aventurança para mim, para minha família e para todos que vos invocam.
Vossa luz e graça nos façam alcançar tudo que por bondade divina nos dais de presente para que o nosso amor aumente e se aperfeiçoe sempre mais, para maior amor e glorificação à Santíssima Trindade por meio do Imaculado coração da Virgem Maria.
Dai-nos dos vossos dons e frutos. Permiti que sejamos canal da divina caridade, templos da presença divina e mensageiros da harmonia e do amor. Amém.



NONO DIA: O AMOR É UM TESOURO QUE ENCERRA TODOS OS BENS

O amor é o tesouro de que fala o evangelho, o qual nos cumpre adquirir a custo de tudo mais. A razão é porque ele é realmente aquele bem infinito que nos faz participante da amizade de Deus. Aquele que acha Deus, acha tudo que pode desejar: “Deleita-te no Senhor, e ele te concederá as petições do teu coração (Sl 36,4). “O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, Deus lhe satisfará todos os desejos. Quais são com efeito os homens mais felizes da terra, senão os santos? E porque? Porque só querem e buscam a Deus.
Estando um príncipe a caçar, vi um solitário percorrendo a floresta, e perguntou-lhe o que fazia neste deserto. Mais vós, Senhor, retorquiu logo o anacoreta, que vindes buscar aqui? – Eu, acudiu o príncipe, ando em busca de caças – E eu, tornou o solitário, busco a Deus.
O tirano que martirizou São Clemente de Ancira, ofereceu-lhe ouro e pedras preciosas para conseguir que ele renegasse a Jesus Cristo; mas o santo, dando um profundo suspiro, exclamou: Pois que! O santo de Deus posto em paralelo com um pouco de lama!
Feliz de quem conhece o tesouro do divino amor e procura obtê-lo! Quem o conseguir, despojar-se-á por si mesmo de tudo, para não possuir senão a Deus. “Dizia São Francisco de Sales que quando o fogo pega na casa, lançam-se todos os utensílios pela janela”. E o padre Segneri, o moço, grande servo de Deus, tinha costume de dizer: “O amor divino é um roubador que nos tira todos os afetos terrenos ao ponto de exclamarmos então: Senhor, que desejo senão a vós?” “Deus de meu coração, e a minha porção sagrada, Deus, para sempre”.
Ó mundanos insensatos, exclama Santo Agostinho, ó homens, aonde ides para contentar o vosso coração? Aproximai-vos de Deus, recuperai a sua graça, buscai o seu amor, porque só ele pode dar-vos a felicidade que andais procurando – Nós ao menos não sejamos tão insensatos, e como nos exorta o mesmo santo Doutor, de hoje em diante, busquemos unicamente o amor de Deus, busquemos o único bem, no qual estão encerrados todos os outros. Mas não podemos achar este bem, sem renunciar a todo o afeto pelas coisas da terra, como o ensina Santa Teresa: Desapega o teu coração das criaturas e acharás a Deus.

Meu Deus, no passado não foi a Vós que busquei, mas busquei a mim mesmo e às minhas satisfações; e por elas me apartei de Vós, que sois o Bem supremo. Mas Jeremias me consola, assegurando-me que sois só bondade para os que Vos buscam (Jr 3,25). Amadíssimo Senhor meu, compreendo o mal que fiz deixando-Vos, e arrependo-me de todo o coração. Vejo que sois um tesouro de valor infinito; não querendo deixar inútil esta luz, renuncio a tudo, e escolho-Vos para único bem dos meus afetos.
Ó meu Deus, meu amor, meu tudo, por vós suspiro. Vinde, ó Espírito Divino, e com o santo fogo do vosso amor, consumi em mim todo o afeto de que não sois o bem. Fazei-me todo vosso, e que tudo vença para Vos agradar.
Ó Maria, minha advogada e Mãe, ajuda-me com as vossas orações. Amém

ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS

Espírito de Jesus, Vós sois a água viva que vem saciar a minha sede de caridade e santificar a minha vida para que eu dê frutos em abundância. Peço-vos renovar em mim os dons do meu batismo e da minha confirmação. Enchei o meu coração dos vossos frutos de caridade, alegria, paz, paciência, espírito de serviço, bondade, humildade, confiança em Deus e nos outros, doçura, autodomínio e de todas as outras virtudes. Que Deus Pai seja glorificado pelas minhas obras de misericórdia. Espírito Santo, concedei-me viver na vossa intimidade para que vos ame e adore constantemente. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


*esta novena foi composta por Santo Afonso Maria de Ligório

sexta-feira, 25 de maio de 2012

8° Dia: O Amor é um vínculo - Novena de Pentecostes


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

† Sinal da Santa Cruz
Senhor, abri a minha boca. E cantarei vosso louvor.

Espírito Divino, de poder infinito, peço-vos abrir o caminho da perfeição, do afluxo de graças santificadoras, da harmonia, do amor e adoração à Santíssima Trindade, da bem-aventurança para mim, para minha família e para todos que vos invocam.
Vossa luz e graça nos façam alcançar tudo que por bondade divina nos dais de presente para que o nosso amor aumente e se aperfeiçoe sempre mais, para maior amor e glorificação à Santíssima Trindade por meio do Imaculado coração da Virgem Maria.
Dai-nos dos vossos dons e frutos. Permiti que sejamos canal da divina caridade, templos da presença divina e mensageiros da harmonia e do amor. Amém.

OITAVO DIA: O AMOR É UM VÍNCULO

Assim como o Espírito Santo, amor incriado, é o laço indissolúvel que une o Pai e o Verbo Eterno, assim é este mesmo Espírito que une nossas almas a Deus. Santo Agostinho diz: a caridade, é uma virtude que nos une a Deus: “Caritas est virtus coniungens nos Deo”. Daí este grito de alegria de São Lourenço Justiniano: Ó Amor, tu és então um vínculo de tal maneira forte, que pudeste encadeiar um Deus e uni-Lo às nossas almas! “Ó Caritas quam magnum est vinculum tuum, quo Deus ligari potuit!” – Os laços do mundo são laços de morte, mais os laços de Deus são laços de vida e salvação: porque nela está a beleza da vida e os seus vínculos são uma ligadura salutar (Eclo 6,31). Portanto são vínculos de amor, e o amor nos une a Deus, nossa única e verdadeira vida.
Antes da vinda de Jesus Cristo os homens separavam-se de Deus; aferrados à terra, recusavam unir-se ao seu criador; mas o Senhor, cheio de ternura, os atraiu a si pelos laços de amor, como tinha prometido por Oséias: In funiculis Adam traham eos, in vinculis caritatis (Os 11,4). “Eu os atrairei a Mim com os vínculos de caridade”. Estes laços são os seus benefícios: luzes, apelos ao seu amor, promessas do paraíso; mais é sobre tudo o dom que nos fez de Jesus Cristo no Sacrifício da cruz e no Sacramento do altar, e em fim, o dom do Espírito Santo. Por isso exclama o profeta: “Rompe as cadeias de teu pescoço, filha cativa de Sião” (Is 52,2). Ó alma, criada para o céu, desfaze-te dos laços da terra para ti unires a Deus pelos laços do santo amor. “Tende a caridade, que é um vínculo da perfeição”. O amor é um laço que reúne todas as virtudes, e torna a alma perfeita.
Daí a seguinte palavra de Santo Agostinho: Ama, et fac quod vis – Ama Deus, e faze o que queres, porque quem ama Deus tem cuidado de evitar tudo que causa desgosto ao objeto de seu amor, e procura agradar-lhe em tudo.

Dulcíssimo Jesus, muito me haveis obrigado a amar-Vos: Muito Vos custou obter o meu amor.
Ingratíssimo seria eu, se Vos amasse pouco, ou dividisse o meu coração entre vós e as criaturas, depois que por mim derramastes vosso sangue e sacrificastes vossa vida! Quero desapegar-me de tudo, e pôr em vós todos os meus afetos. Muito fraco sou para executar esta resolução; vós que me inspirais, dai-me a força de a cumprir.
Amadíssimo Jesus, feri meu pobre coração com a suave seta do vosso amor, para que não cesse de arder no desejo de vos possuir e consumir-me de amor para convosco. A vós procure sempre, a vós só deseje, a vós ache sempre. Ó meu Jesus, só a vós quero, e nada mais. Fazei com que eu repita sempre durante a minha vida, e sobre tudo na hora de minha morte: Meu Jesus, só a vós quero, e nada mais.
Ó Maria, minha mãe, fazei com que de hoje em diante eu não queira se não a Deus. Amém

ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS

Espírito de Jesus, Vós sois a água viva que vem saciar a minha sede de caridade e santificar a minha vida para que eu dê frutos em abundância. Peço-vos renovar em mim os dons do meu batismo e da minha confirmação. Enchei o meu coração dos vossos frutos de caridade, alegria, paz, paciência, espírito de serviço, bondade, humildade, confiança em Deus e nos outros, doçura, autodomínio e de todas as outras virtudes. Que Deus Pai seja glorificado pelas minhas obras de misericórdia. Espírito Santo, concedei-me viver na vossa intimidade para que vos ame e adore constantemente. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


*esta novena foi composta por Santo Afonso Maria de Ligório

quinta-feira, 24 de maio de 2012

7° Dia: Pelo Amor a alma torna-se morada de Deus - Novena de Pentecostes


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

† Sinal da Santa Cruz
Senhor, abri a minha boca. E cantarei vosso louvor.

Espírito Divino, de poder infinito, peço-vos abrir o caminho da perfeição, do afluxo de graças santificadoras, da harmonia, do amor e adoração à Santíssima Trindade, da bem-aventurança para mim, para minha família e para todos que vos invocam.
Vossa luz e graça nos façam alcançar tudo que por bondade divina nos dais de presente para que o nosso amor aumente e se aperfeiçoe sempre mais, para maior amor e glorificação à Santíssima Trindade por meio do Imaculado coração da Virgem Maria.
Dai-nos dos vossos dons e frutos. Permiti que sejamos canal da divina caridade, templos da presença divina e mensageiros da harmonia e do amor. Amém.



SÉTIMO DIA: PELO AMOR A ALMA TORNA-SE MORADA DE DEUS

O Espírito Santo é chamado doce hóspede das almas: “Dulcis hospes animae”. É o efeito da magnífica promessa de Jesus Cristo em favor daquele que o ama: “Se me amais, guardai os meus mandamentos; e rogarei ao Meu Pai, e Ele vos enviará outro consolador, o Espírito Santo, afim de que more sempre convosco: “Ut maneat vobiscum in aeternum”. Sim, sempre, porque o Espírito Santo não desampara nunca uma alma, a não ser que seja expulso por ela: “Non deserit, nisi deseratur”.
Deus portanto, habita em toda a alma de quem o ama; mais declara não ficar satisfeito, se não o amamos de todo o nosso coração. Escreve Santo Agostinho, que o senado romano se recusou a admitir Jesus Cristo no número dos deuses, dizendo que Ele é um Deus soberbo que quer ser adorado com exclusividade. Isto é verdade: Nosso Senhor não aceita rival num coração que O ama; quer habitar nele só, e ser amado mais que todos. Se ele não se vê amado acima de todos e tudo, tem, por assim dizer segundo a expressão de São Tiago, tem ciúme das criaturas com que é dividido esse coração, que ele deseja só para si: “Ad invidiam concupiscit vos Spiritus qui habitat in vobis”. Numa palavra, como diz São Jerônimo: Jesus é um Deus cheio de zelos: Zelotypus est Iesus.
É este o motivo porque o Esposo celeste louva a alma que, semelhante à rola, vive na solidão escondida do mundo: “Pulchrae sunt genae tuae, sicut turturis” (Cant 1,9). Não quer que o mundo tenha parte no amor desta alma, deseja-a toda inteira para si. Se ele ainda louva a sua esposa, chamando-a jardim fechado - “jardim fechado, fonte selada” (Cant 4,12), é porque ela não deixa entrar em seu coração nenhum afeto terreno. Ah! Jesus não merece todo nosso amor? “Totum tibi dedit, nihil sibi reliquit”, diz São João Crisóstomo: Jesus nos deu tudo, seu sangue e sua vida; mais do que isto não podia nos dar.
Se queremos que Deus habite em nossa alma com a plenitude de sua graça, consagremo-la hoje de novo toda inteira e sem reserva a seu serviço e repitamos esta nossa consagração muitas vezes durante o dia, especialmente na oração mental, na santa comunhão e na visita ao Santíssimo Sacramento.
Lembremo-nos de que há três meios principais pelos quais uma alma se pode dar toda a Deus. Primeiro: evitar todas as faltas deliberadas, ainda que pequenas, e para este fim reprima o mais insignificante desejo desordenado e mortifique a satisfação dos sentidos. Segundo: escolher, entre as coisas boas, a melhor, que mais agrade a Deus. Terceiro: aceitar com paz e gratidão, das mãos do Senhor, tudo o que mortifica o nosso amor próprio e em particular os desprezos. Lembremo-nos de que tem mais valor aos olhos de Deus um desprezo sofrido em paz e por amor a Ele, do que mil mortificações e mil práticas.

Ó meu Deus, bem vejo que me quereis todo para vós. Tanta vezes vos expulsei da minha alma. Mesmo assim vos dignastes nela entrar unir-Vos a mim. Ah! Tomai agora posse de todo o meu ser; dou-me inteiramente a vós. Aceitai-me, ó meu Jesus, e não permitais que eu viva de agora em diante um instante sequer sem vosso amor. Vós me buscais, e eu não busco se não a vós. Vós me amais, e eu também vos amo; e já que me amais, prendei-me tão perfeitamente convosco, que não me aparte mais de vós.
Ó Rainha do céu, e minha querida Mãe, Maria, em vós ponho minha confiança. Amém

ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS

Espírito de Jesus, Vós sois a água viva que vem saciar a minha sede de caridade e santificar a minha vida para que eu dê frutos em abundância. Peço-vos renovar em mim os dons do meu batismo e da minha confirmação. Enchei o meu coração dos vossos frutos de caridade, alegria, paz, paciência, espírito de serviço, bondade, humildade, confiança em Deus e nos outros, doçura, autodomínio e de todas as outras virtudes. Que Deus Pai seja glorificado pelas minhas obras de misericórdia. Espírito Santo, concedei-me viver na vossa intimidade para que vos ame e adore constantemente. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


*esta novena foi composta por Santo Afonso Maria de Ligório

quarta-feira, 23 de maio de 2012

6° Dia: O Amor é uma virtude que fortifica - Novena de Pentecostes


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

† Sinal da Santa Cruz
Senhor, abri a minha boca. E cantarei vosso louvor.

Espírito Divino, de poder infinito, peço-vos abrir o caminho da perfeição, do afluxo de graças santificadoras, da harmonia, do amor e adoração à Santíssima Trindade, da bem-aventurança para mim, para minha família e para todos que vos invocam.
Vossa luz e graça nos façam alcançar tudo que por bondade divina nos dais de presente para que o nosso amor aumente e se aperfeiçoe sempre mais, para maior amor e glorificação à Santíssima Trindade por meio do Imaculado coração da Virgem Maria.
Dai-nos dos vossos dons e frutos. Permiti que sejamos canal da divina caridade, templos da presença divina e mensageiros da harmonia e do amor. Amém.



SEXTO DIA: O AMOR É UMA VIRTUDE QUE FORTIFICA

Assim como não há força criada que resista à morte, assim não há dificuldades que não ceda ao ardor de uma alma amante. Quando se trata de agradar ao objeto amado, o amor vence tudo, perdas, desprezos, dores.
Nada é bastante duro para resistir ao fogo do amor, diz Santo Agostinho: “Nihil tam durum, quod non amoris igne vincatur”. O sinal mais certo, pois, para conhecer se uma pessoa ama deveras a Deus, é sua fidelidade em amar na adversidade como na prosperidade.
Dizia São Francisco de Sales que Deus é tão amável quando nos aflige, como quando nos consola, porque faz tudo por amor, e até, quando mais nos aflige nesta vida, é que nos testemunha mais o seu amor. São João Crisóstomo julgava São Paulo mais feliz nos ferros, que arrebatado ao terceiro céu.
Também os santos mártires se regozijavam no meio dos tormentos e agradeciam ao Senhor como um grande favor que lhes dispensava o terem que sofrer por seu amor. E os outros santos, que não acharam tiranos para os atormentar, tornaram-se carrascos de si mesmos pelas penitências com que se castigaram, afim de se fazerem agradáveis a Deus. Aquele que ama, diz Santo Agostinho, não sente sofrimento, ou se o sente, o ama: In eo quod amatur, aut non laboratur, aut ipse labor amatur.

Ó Deus de minha alma, digo que vos amo; mas que faço por vosso amor? Nada. É então um sinal de que não vos amo, ou vos amo muito pouco. Meu Jesus, enviai-me o Espírito Santo, que me venha dar a força de sofrer e fazer alguma coisa por vosso amor antes de minha morte. Ah! Meu amado Redentor, não permitais que eu morra neste estado de frieza e ingratidão em que eu tenho vivido até hoje. Concedei-me a graça de amar os sofrimentos, depois de tantos pecados que me tornaram digno do inferno.
Ó meu Deus, todo bondade e todo amor, desejais habitar em minha alma onde tantas vezes vos expulsei; vinde, estabelecei nesta vossa morada, dominai nela e fazei-a toda vossa. Amo-vos, ó meu Senhor, e já que vos amo, comigo estais, como São João afirma: “Aquele que permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele” (I Jo 4,16). Se, pois, estais comigo, aumentai em mim as chamas de vosso amor, fortificai as cadeias que me prendem a vós, afim de que eu suspire somente por vós, busque somente a vós, e assim unido convosco, não me separe jamais do vosso amor. Ó meu Jesus, quero ser vosso, todo vosso.
Ó minha Advogada e Rainha, Maria, alcançai-me o santo amor e a perseverança. Amém

ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS

Espírito de Jesus, Vós sois a água viva que vem saciar a minha sede de caridade e santificar a minha vida para que eu dê frutos em abundância. Peço-vos renovar em mim os dons do meu batismo e da minha confirmação. Enchei o meu coração dos vossos frutos de caridade, alegria, paz, paciência, espírito de serviço, bondade, humildade, confiança em Deus e nos outros, doçura, autodomínio e de todas as outras virtudes. Que Deus Pai seja glorificado pelas minhas obras de misericórdia. Espírito Santo, concedei-me viver na vossa intimidade para que vos ame e adore constantemente. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


*esta novena foi composta por Santo Afonso Maria de Ligório

terça-feira, 22 de maio de 2012

5° Dia: O Amor é um repouso que restaura as forças - Novena de Pentecostes


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

† Sinal da Santa Cruz
Senhor, abri a minha boca. E cantarei vosso louvor.

Espírito Divino, de poder infinito, peço-vos abrir o caminho da perfeição, do afluxo de graças santificadoras, da harmonia, do amor e adoração à Santíssima Trindade, da bem-aventurança para mim, para minha família e para todos que vos invocam.
Vossa luz e graça nos façam alcançar tudo que por bondade divina nos dais de presente para que o nosso amor aumente e se aperfeiçoe sempre mais, para maior amor e glorificação à Santíssima Trindade por meio do Imaculado coração da Virgem Maria.
Dai-nos dos vossos dons e frutos. Permiti que sejamos canal da divina caridade, templos da presença divina e mensageiros da harmonia e do amor. Amém.



QUINTO DIA: O AMOR É UM REPOUSO QUE RESTAURA AS FORÇAS

O amor se chama: “Alívio nas penas, consolação nas lágrimas”. O amor é um repouso que recreia, porque o ofício principal do amor é unir a vontade da pessoa que ama, à do ser amado. Para consolar-se de todas as humilhações que recebe, dores que sofre, perdas que padece, uma alma que ama a Deus, só precisa de conhecer a vontade de seu amado que deseja vê-la suportar tal pena.
Dizendo somente: Assim o quer meu Deus, ela acha paz e contentamento no meio de todas as tribulações. Esta é a paz divina que transcende todos os prazeres dos sentidos: A paz de Deus, que excede toda compreensão, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus (Fl 4,7).
Santa Maria Madalena de Pazzi sentia-se inundada de alegria só com o pronunciar das palavras: vontade de Deus. Nesta vida cada um deve levar sua cruz; mas, diz Santa Teresa: A cruz é dura para quem a arrasta, não, porém, para aquele que a abraça. Assim o Senhor sabe ao mesmo tempo ferir e curar, segundo a expressão de Jó: Porque ele fere e suas mãos curam. Por sua doce unção o Espírito Santo torna suave e amável até os opróbrios e tormentos. “Sim, meu Pai, seja, feita a vossa vontade” (Mt 11,26). Jesus Cristo assim orou, e nós também devemos repetir estas palavras do salvador todas as vezes que a adversidade nos visitar: Sim meu Pai, assim seja, porque é vossa vontade. Quando trememos sob ameaça de alguma desgraça temporal, repitamos sempre: “Fazei, ó meu Deus: aceito desde já tudo que fizerdes. Afirmo que quero viver onde vós quiserdes, sofrer tudo o que quiserdes e morrer quando quiserdes”. É também utilíssimo oferecer-se muitas vezes a Deus no decurso do dia, como o fazia Santa Teresa.

Ah! meu Deus, quantas vezes, para fazer a minha própria vontade, contrariei a vossa e cheguei a desprezá-la. Disto me aflijo mais que de todos os males. De aqui em diante quero de todo o coração amar-vos e obedecer-vos. “Falai, Senhor, vosso servo vos escuta” (I Rs 3,10). Dizei o que quereis de mim; quero fazer em tudo a vossa santa vontade. Obedecer-vos será para sempre o meu santo desejo, pois sois o meu único amor.
Ajudai a minha fraqueza, ó Espírito Santo. Vós sois a mesma bondade; como, portanto, posso amar outro tesouro senão a vós? Conjuro-vos, atraí para vós, pela doçura de vosso amor, todos os afetos do meu coração.
Renuncio a tudo para dar-me a vós sem reserva.
†”Recebei, Senhor, toda a minha liberdade. Aceitai a minha memória, a minha inteligência, e toda a minha vontade. Tudo o que tenho e possuo fortes vós que me destes; venho vo-Lo restituir, e tudo entregar ao vosso beneplácito. Dai-me somente o vosso amor com a vossa graça, e bastante rico sou, nada mais vos peço”.
Faço o mesmo pedido a vós, ó Maria, mãe do Belo Amor, e tudo de bom espero receber pela vossa intercessão. Amém

ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS

Espírito de Jesus, Vós sois a água viva que vem saciar a minha sede de caridade e santificar a minha vida para que eu dê frutos em abundância. Peço-vos renovar em mim os dons do meu batismo e da minha confirmação. Enchei o meu coração dos vossos frutos de caridade, alegria, paz, paciência, espírito de serviço, bondade, humildade, confiança em Deus e nos outros, doçura, autodomínio e de todas as outras virtudes. Que Deus Pai seja glorificado pelas minhas obras de misericórdia. Espírito Santo, concedei-me viver na vossa intimidade para que vos ame e adore constantemente. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


*esta novena foi composta por Santo Afonso Maria de Ligório

segunda-feira, 21 de maio de 2012

4° Dia: O Amor é um orvalho que fertiliza - Novena de Pentecostes


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

† Sinal da Santa Cruz
Senhor, abri a minha boca. E cantarei vosso louvor.

Espírito Divino, de poder infinito, peço-vos abrir o caminho da perfeição, do afluxo de graças santificadoras, da harmonia, do amor e adoração à Santíssima Trindade, da bem-aventurança para mim, para minha família e para todos que vos invocam.
Vossa luz e graça nos façam alcançar tudo que por bondade divina nos dais de presente para que o nosso amor aumente e se aperfeiçoe sempre mais, para maior amor e glorificação à Santíssima Trindade por meio do Imaculado coração da Virgem Maria.
Dai-nos dos vossos dons e frutos. Permiti que sejamos canal da divina caridade, templos da presença divina e mensageiros da harmonia e do amor. Amém.



QUARTO DIA: O AMOR É UM ORVALHO QUE FERTILIZA

A Igreja manda-nos pedir ao Espírito Santo, que purifique nossos corações e os torne fecundos por seu salutar orvalho: O amor faz a alma fecunda em bons desejos, santas resoluções e boas obras: tais são as flores e os frutos da graça do Espírito Santo. O amor é também chamado orvalho, porque tempera o ardor das más inclinações e tentações. Por isso se diz do Espírito Santo que ele modera o ardor e refrigera.
Este salutar orvalho desce sobre nossos corações durante a oração. Um quarto de hora de meditação basta para apagar o fogo do ódio ou do amor desordenado, por ardente que seja. A santa meditação é a adega misteriosa de que fala a esposa dos cantares:”O rei me introduziu na sua adega, ordenou em mim a caridade”. Aí é que nos enchemos da caridade bem ordenada, pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Quem ama a Deus, ama a oração, e a quem não ama a oração é moralmente impossível vencer as próprias paixões.
Para que não sejamos oprimidos pelos ardores das más inclinações, e afim de que o Espírito Santo possa fertilizar as nossas almas com o orvalho dos seus dons, tomemos hoje a forte resolução de fazer cada dia ao menos uma meia hora de oração mental. São João Crisóstomo compara a oração mental a uma fonte no meio de um jardim; porque sem ela todas as virtudes murcham, ao passo que com ela se conservam frescas e amenas, e se aperfeiçoam constantemente.
Assim como quem sai de um jardim, faz um ramalhete das flores que mais o encantam, assim, segundo o aviso de São Francisco de Sales, devemos ao sair da meditação compor um como que ramalhete dos pensamentos que mais nos impressionam, e durante o dia avivá-los de tempos a tempos, mesmo durante as nossas ocupações.

Ó Santo e Divino Espírito, não quero mais viver para mim mesmo; em vos amar e agradar quero empregar tudo que me resta da vida. Com este fim vos peço que me concedais o dom da oração mental.
Vinde a meu coração, e ensinai-me vós mesmo a praticá-la como se deve. Dai-me a força de não deixá-la por tédio no tempo da aridez; dai-me o espírito da oração, isto é, a graça de sempre orar e de fazer aquelas orações que sejam mais agradáveis ao Divino Coração. Por meus pecados me havia perdido; mas por tantos sinais de vossa ternura, reconheço que quereis a minha salvação e santificação. Quero santificar-me para vos agradar e amar cada vez mais a vossa infinita bondade. Amo-vos, ó meu soberano Bem, meu amor, meu tudo, e porque vos amo, dou-me todo a vós.
Ó Maria, minha esperança, protegei-me. Amém

ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS

Espírito de Jesus, Vós sois a água viva que vem saciar a minha sede de caridade e santificar a minha vida para que eu dê frutos em abundância. Peço-vos renovar em mim os dons do meu batismo e da minha confirmação. Enchei o meu coração dos vossos frutos de caridade, alegria, paz, paciência, espírito de serviço, bondade, humildade, confiança em Deus e nos outros, doçura, autodomínio e de todas as outras virtudes. Que Deus Pai seja glorificado pelas minhas obras de misericórdia. Espírito Santo, concedei-me viver na vossa intimidade para que vos ame e adore constantemente. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


*esta novena foi composta por Santo Afonso Maria de Ligório

domingo, 20 de maio de 2012

3° Dia: O Amor é uma água que mata a sede - Novena de Pentecostes


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

† Sinal da Santa Cruz
Senhor, abri a minha boca. E cantarei vosso louvor.

Espírito Divino, de poder infinito, peço-vos abrir o caminho da perfeição, do afluxo de graças santificadoras, da harmonia, do amor e adoração à Santíssima Trindade, da bem-aventurança para mim, para minha família e para todos que vos invocam.
Vossa luz e graça nos façam alcançar tudo que por bondade divina nos dais de presente para que o nosso amor aumente e se aperfeiçoe sempre mais, para maior amor e glorificação à Santíssima Trindade por meio do Imaculado coração da Virgem Maria.
Dai-nos dos vossos dons e frutos. Permiti que sejamos canal da divina caridade, templos da presença divina e mensageiros da harmonia e do amor. Amém.



TERCEIRO DIA: O AMOR É UMA ÁGUA QUE MATA A SEDE

O amor é chamado também fonte de água viva. Nosso Divino Redentor disse à mulher samaritana: Aquele que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede (Jo 4,13).
O amor é pois, uma água que mata a sede; aquele que ama a Deus sinceramente, não busca nem deseja coisa alguma fora de Deus, porque em Deus acha todos os bens. Assim contente com o possuir a Deus, repete em seu coração: “Meu Deus e meu tudo!” “Ó meu Deus, vós sois o meu único bem.” Mas Deus queixa-se de tantas almas que vão mendigar junto das criaturas alguns miseráveis e curtos prazeres, e o abandonam, Bem Infinito e fonte de todas as alegrias: “Eles me abandonaram, a mim que sou a fonte de água viva, e cavaram para si cisternas, que não podem reter a água”.
Aí está, porque o Senhor que nos ama, e deseja ver-nos contentes, e nos chama a todos: “Se alguém tem sede, venha a mim. Quem deseja a verdadeira felicidade, venha a mim, dar-lhe-ei o Espírito Santo, que o fará feliz nesta vida e na eterna: Sentirá correr de seu próprio seio rios de água viva, como os profetas anunciaram”.
Aquele, pois, que crê em Jesus Cristo, e o ama, será enriquecido de tantas graças, que de seu coração, ou de sua vontade, que é como seio da alma, fluirão fontes de santas virtudes, que o ajudarão não somente a santificar a própria vida, mais ainda a comunicá-la aos outros.
A água misteriosa de que nos fala Nosso Senhor Jesus Cristo, é precisamente o Espírito Santo, o amor substancial, que ele nos prometeu enviar-nos do céu depois de sua ascensão: “Ele disse isso acerca do Espírito, que haviam de receber os que cressem nele; porque ainda o Espírito não fôra dado, por Jesus não ter sido ainda glorificado”.
A chave que abre os canais desta água desejável, é a oração, pela qual obtemos todos os bens em virtude da divina promessa: Pedi e recebereis.
Somos cegos, pobres e fracos; mas a oração nos consegue a luz, a riqueza e a força da graça. Com a oração nós podemos tudo, dizia São Teodoreto. Aquele que ora, recebe tudo que deseja. Deus quer dar-nos suas graças, mas quer ser rogado.

Meu Jesus, dir-vos-ei com a Samaritana, dai-me desta água de vosso amor, que me faça esquecer a terra, e viver só para vós, ó amável e infinito bem. “Regai o que é seco”. Minha alma é uma terra seca, que não produz senão abrolhos e espinhos de pecados. Ah! Inundai-a com as águas da vossa graça, para que produza algum fruto para vossa glória, antes que a morte me arrebate deste mundo.
Ó fonte de água viva, ó Bem supremo, quantas vezes vos deixei pelas água lodosas da terra, que me privaram do vosso amor! Ah! Melhor seria ter morrido antes de vos ofender. Mas, no futuro, não quero mais buscar nada fora de vós. Ó meu Deus, socorrei-me e fazei com que vos seja fiel.
Maria, minha Esperança, cobri-me sempre com vosso manto. Amém

ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS

Espírito de Jesus, Vós sois a água viva que vem saciar a minha sede de caridade e santificar a minha vida para que eu dê frutos em abundância. Peço-vos renovar em mim os dons do meu batismo e da minha confirmação. Enchei o meu coração dos vossos frutos de caridade, alegria, paz, paciência, espírito de serviço, bondade, humildade, confiança em Deus e nos outros, doçura, autodomínio e de todas as outras virtudes. Que Deus Pai seja glorificado pelas minhas obras de misericórdia. Espírito Santo, concedei-me viver na vossa intimidade para que vos ame e adore constantemente. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


*esta novena foi composta por Santo Afonso Maria de Ligório

sábado, 19 de maio de 2012

2° Dia: O Amor é uma luz que esclarece - Novena de Pentecostes


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

† Sinal da Santa Cruz
Senhor, abri a minha boca. E cantarei vosso louvor.

Espírito Divino, de poder infinito, peço-vos abrir o caminho da perfeição, do afluxo de graças santificadoras, da harmonia, do amor e adoração à Santíssima Trindade, da bem-aventurança para mim, para minha família e para todos que vos invocam.
Vossa luz e graça nos façam alcançar tudo que por bondade divina nos dais de presente para que o nosso amor aumente e se aperfeiçoe sempre mais, para maior amor e glorificação à Santíssima Trindade por meio do Imaculado coração da Virgem Maria.
Dai-nos dos vossos dons e frutos. Permiti que sejamos canal da divina caridade, templos da presença divina e mensageiros da harmonia e do amor. Amém.



SEGUNDO DIA: O AMOR É UMA LUZ QUE ESCLARECE

Um dos maiores danos que nos causou o pecado de Adão, é o obscurecimento da nossa razão pelo efeito das paixões que nos ofuscam o espírito. Mui desgraçada é a alma que se deixa dominar por alguma paixão! A paixão é uma nuvem, um véu, que nos impede de ver a verdade. Como pode fugir do mal aquele que o não conhece! É este obscurecimento da nossa razão que aumenta em proporção do número de nossos pecados.
O Espírito Santo, que é chamado luz benfazeja e beatíssima, com seus esplendores divinos, abrasa os nossos corações no seu santo amor. O Divino Espírito também dissipa as nossas trevas, e nos faz conhecer as vaidades dos bens terrenos, o valor dos eternos, a importância da salvação, o preço da graça, a bondade de Deus, o amor infinito que Ele merece e o imenso amor que nos tem.
“O homem animal não percebe as coisas que são do Espírito de Deus”. O homem chafurdado no lamaçal dos prazeres mundanos pouco percebe as verdades da fé. Eis porque o infeliz tem amor ao que devia odiar, e odeia ao que devia amar. Santa Maria Madalena de Pazzi exclamava: O amor não é conhecido! O amor não é amado! Santa Tereza dizia igualmente que Deus não é amado, porque não é conhecido. Também os Santos pediam sem cessar ao Senhor luz e mais luz: “Envia vossa luz: dissipai minhas trevas, abri meus olhos; porque, sem sermos esclarecidos, não podemos evitar os precipícios nem encontrar a Deus.
Como fruto desta meditação tomemos a resolução de recorrer muitas vezes ao Espírito Santo nas dificuldades que encontramos não somente nos negócios espirituais da alma, mais também nos corporais, especialmente nas de mais graves conseqüências. Lembremo-nos, porém de que Deus não nos comunicará sempre a suas luzes imediatamente; as mais das vezes se servirá, para tal fim, dos nossos superiores e Padres espirituais que ele deixou como seus representantes na terra: “Quem vos ouve a mim ouve, e quem vos despreza, a mim despreza”.

Divino Espírito, infinitamente Santo, creio que sois verdadeiramente Deus, e um só Deus com Pai e o Filho. Adoro-vos e reconheço-vos por autor de todas as luzes com as quais me fizeste conhecer o mal que fiz ofendendo-vos, e quanto sou obrigado amar-vos. Graça vos dou e me arrependo sumamente de vos haver ofendido. Merecia que me abandonásseis nas minhas trevas, mais vejo que ainda não me abandonastes.
Ó Espírito Eterno, continuai a esclarecer-me e a fazer-me conhecer sempre melhor a vossa bondade infinita e dai-me força para vos amar, no futuro, de todo o meu coração. Ajuntai graça e mais graça, para que eu fique docemente unido a vós e obrigado a amar-vos sobre todas as coisas. Eu vo-lo suplico pelos merecimentos de Jesus Cristo. Amo-vos ó meu soberano Bem, amo-vos mais que a mim mesmo. Quero ser todo vosso; recebei-me e não permitais que me afaste de vós.
Ó Maria, minha mãe, assisti-me sempre por vossa intercessão. Amém

ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS

Espírito de Jesus, Vós sois a água viva que vem saciar a minha sede de caridade e santificar a minha vida para que eu dê frutos em abundância. Peço-vos renovar em mim os dons do meu batismo e da minha confirmação. Enchei o meu coração dos vossos frutos de caridade, alegria, paz, paciência, espírito de serviço, bondade, humildade, confiança em Deus e nos outros, doçura, autodomínio e de todas as outras virtudes. Que Deus Pai seja glorificado pelas minhas obras de misericórdia. Espírito Santo, concedei-me viver na vossa intimidade para que vos ame e adore constantemente. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


*esta novena foi composta por Santo Afonso Maria de Ligório

sexta-feira, 18 de maio de 2012

1° Dia: O Amor é um fogo que abrasa - Novena de Pentecostes


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

† Sinal da Santa Cruz
Senhor, abri a minha boca. E cantarei vosso louvor.

Espírito Divino, de poder infinito, peço-vos abrir o caminho da perfeição, do afluxo de graças santificadoras, da harmonia, do amor e adoração à Santíssima Trindade, da bem-aventurança para mim, para minha família e para todos que vos invocam.
Vossa luz e graça nos façam alcançar tudo que por bondade divina nos dais de presente para que o nosso amor aumente e se aperfeiçoe sempre mais, para maior amor e glorificação à Santíssima Trindade por meio do Imaculado coração da Virgem Maria.
Dai-nos dos vossos dons e frutos. Permiti que sejamos canal da divina caridade, templos da presença divina e mensageiros da harmonia e do amor. Amém.



PRIMEIRO DIA: O AMOR É UM FOGO QUE ABRASA

Deus ordenou no Antigo Testamento que o fogo ardesse continuamente no seu Altar.
São Gregório diz que os altares de Deus são nossos corações, onde Ele quer que o fogo de seu santo amor arda sem cessar. Por isso, Deus Pai, não satisfeito de nos ter dado Jesus Cristo, seu Unigênito Filho, para nos salvar por sua morte, quis dar-nos ainda o Espírito Santo, para que habitasse em nossas almas, e as conservasse continuamente abrasadas do amor.
Jesus mesmo declarou que descerá à terra exatamente para inflamar com este fogo sagrado os nossos corações, e que seu único desejo era vê-lo aceso. Eis aqui porque, esquecendo as injúrias e ingratidões dos homens, logo que subiu ao céu, nos enviou o Espírito Santo.
Assim, ó Redentor amadíssimo, na vossa glória, como nos vossos sofrimentos e humilhações, nos amais sempre?
Pela mesma razão o Espírito Santo quis aparecer no cenáculo sob a forma de línguas de fogo: “E apareceram-lhes repartidas umas como que línguas de fogo”. Por isso também a igreja nos faz rezar com estas palavras: “Ó Senhor, fazei que o vosso divino Espírito nos inflame com o fogo que Jesus Cristo veio trazer sobre a terra, e que desejou tão ardentemente ver brilhar nela”.
Foi este fogo de amor que inflamou os Santos a fazerem grandes feitos por Deus: a amar os inimigos, a desejar os desprezos, a despojar-se de todos os bens terrenos e abraçar com alegria os tormentos e a morte. O amor não pode ficar ocioso e nunca diz: basta. A alma que ama a Deus, quanto mais faz por seu Amado, mais quer fazer ainda, para mais lhe agradar e ganhar mais e mais a sua afeição.
O Espírito Santo acende o fogo do amor Divino por meio da meditação: “No meditar em Mim se acenderá o fogo”. Se então desejamos arder em amor para com Deus, amemos a oração; ela é a feliz fornalha em que o coração se abrasa neste ardor celeste.

Meu Deus, até aqui nada fiz por Vós, que tão grandes coisas haveis feito por mim. Ah! Quanto a minha frieza vos deve mover a rejeitar-me! Peço-vos, Ó Espírito Santo: aquecei o que está frio. Livrai-me da minha frieza e inspirai-me um grande desejo de vos agradar. Renuncio a todas as minhas satisfações, e antes quero morrer do que dar-vos o menor desgosto. Aparecestes sob a forma de línguas de fogo; consagro-vos a minha língua, para que não vos ofendas mais. Ó Deus, vós me destes a língua para vos louvar, e dela me tenho servido para vos ultrajar e levar os outros também a ofender-vos! Arrependo-me de toda a minha alma.
Ah! Pelo amor de Jesus Cristo, que na sua vida vos honrou tanto com a sua língua, fazei com que de agora em diante não cesse de vos honrar, celebrando vossos louvores, invocando-vos muitas vezes, falando de vossa bondade e do amor infinito que mereceis. Amo-vos meu soberano bem; amo-vos, ó Deus de amor.
Ó Maria, sois a esposa mais querida do Espírito Santo; obtende-me este fogo divino. Amém.

ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS

Espírito de Jesus, Vós sois a água viva que vem saciar a minha sede de caridade e santificar a minha vida para que eu dê frutos em abundância. Peço-vos renovar em mim os dons do meu batismo e da minha confirmação. Enchei o meu coração dos vossos frutos de caridade, alegria, paz, paciência, espírito de serviço, bondade, humildade, confiança em Deus e nos outros, doçura, autodomínio e de todas as outras virtudes. Que Deus Pai seja glorificado pelas minhas obras de misericórdia. Espírito Santo, concedei-me viver na vossa intimidade para que vos ame e adore constantemente. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...
  

*esta novena foi composta por Santo Afonso Maria de Ligório

terça-feira, 17 de abril de 2012

O dom de línguas em Pentecostes


No tempo pascal fazemos memória da ressurreição e ascensão do Senhor, mas também nos preparamos para a grande festa de Pentecostes, onde o Consolador desce sobre sua Igreja enchendo-a de força e de dons.
Vamos ler um trecho do capítulo segundo dos Atos dos Apóstolos sobre esse acontecimento:

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus! Estavam, pois, todos atônitos e, sem saber o que pensar, perguntavam uns aos outros: Que significam estas coisas? Outros, porém, escarnecendo, diziam: Estão todos embriagados de vinho doce.” (At 2, 1-13)

Até a Solenidade de Pentecostes, publicaremos aqui alguns textos tratando do assunto. Neste post, nos prenderemos no que diz respeito ao dom de línguas derramado em Pentecostes.
Nos últimos tempos, tem-se confundido o dom de línguas (capacidade de falar e compreender outros idiomas sem tê-los aprendido anteriormente) com a prática da glossolalia (capacidade de falar e compreender uma língua inexistente, irracional).
Não queremos, neste texto, avaliar a veracidade e/ou a eficácia da glossolalia na vida da Igreja, pois é um fenômeno relativamente novo dentro do catolicismo, difundido a partir da década de 70, que ainda necessita de estudo e aprofundamento por parte do Magistério da Igreja.
O que queremos, então, é tratar do dom de línguas manifestado no dia de Pentecostes e o seu valor teológico.
Quando o Espírito Santo desceu sob a forma de línguas de fogo, os apóstolos começaram a falar em diversas línguas, como nos mostra o texto bíblico:

“Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. [...] Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? [...] judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!” (idem)

Como podemos ver, não existe nenhum relato de “oração em línguas” (como também é conhecida a glossolalia) nesta passagem bíblica, mas sim de um dom concedido aos apóstolos de que falassem nas diferentes línguas do povo de Deus que ali se encontrava. Vejamos o que nos diz a Tradição da Igreja sobre esse trecho de Atos dos Apóstolos:

"No dia de Pentecostes, teve a sua mais exata e direta confirmação aquilo que fora anunciado por Cristo no discurso da despedida; em particular, o anúncio de que estamos a tratar «O Consolador [...] convencerá o mundo quanto ao pecado». Nesse dia, sobre os Apóstolos congregados no mesmo Cenáculo em oração, juntamente com Maria, Mãe de Jesus, desceu o Espírito Santo prometido, como lemos nos Atos dos Apóstolos: «Todos ficaram cheios de Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que se exprimissem» (cf. At 2,4) «reconduzindo desse modo à unidade as raças dispersas e oferecendo ao Pai as primícias de todas as nações»” (Santo Ireneu de Lyon, Contra as Heresias III)

“Aquele vento purificava os corações da palha da carne. Aquele fogo consumia o fogo da velha concupiscência. Aquelas línguas faladas pelos que estavam repletos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, que haveria de estar entre as línguas de todos os povos.” (Santo Agostinho, Sermão 271)

Podemos perceber também que os apóstolos não “oravam” mas sim “pregavam” as maravilhas de Deus em diferentes línguas.
Este fenômeno ocorreu para que se manifestasse a catolicidade da Santa Igreja, ou seja, a Igreja de todas as nações.

"A Igreja é católica, porque o Evangelho se destina a todos os povos e por isso, já desde o início, o Espírito Santo faz com que ela fale todas as línguas" (Papa Bento XVI, Solenidade de Pentecostes, 27 de maio de 2007)

Este fenômeno ocorrido em Pentecostes torna viva no seio da Igreja a missão de Jesus de fazer novas todas as coisas. As diferentes línguas que em Babel foram castigo pela ambição do povo, agora tornam-se sinal da presença de Deus.

"Também em Babel as línguas foram divididas! Exatamente! O que se passa no Pentecostes é exatamente o contrário do que se passou em Babel. Em Babel, por orgulho, foram as línguas dos homens que se dividiram, de modo que eles não se compreendiam mais e foram, por isso, divididos, separados, dispersos. Em Pentecostes é o dom de Deus que se divide para estender-se a cada um e reuni-los a todos: a partir desse momento os homens que receberam o Espírito Santo anunciam todos a mesma palavra, a Palavra de Deus, e fazem-se compreender por todos os homens pois falam todas as línguas. As barreiras lingüísticas são ultrapassadas pela Palavra do Deus Único, tornada compreensível a todos pelo dom das línguas.” (Rito Bizantino)

“O Espírito Santo [...] no dia de Pentecostes desceu sobre os discípulos para permanecer eternamente com eles; que a Igreja foi publicamente manifestada ante a multidão; que pela pregação se iniciou a difusão do Evangelho entre as nações; que enfim foi prefigurada a união dos povos na catolicidade da fé mediante a Igreja da Nova Aliança que fala todas as línguas, compreende e abraça na caridade todos os idiomas e assim supera a dispersão de Babel” (Concilio Vaticano II, Decreto Ad Gentes)

Após o Pentecostes, o dom de línguas tornou-se muito comum entre aqueles que eram responsáveis por pregar o Evangelho. Assim, o povo que primeiramente conhecera a Verdade conseguia anunciar o Evangelho de Cristo a povos de diferentes línguas.

“Porquanto o dom de línguas devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para ensinar pelo mundo a fé de Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos anunciassem a palavra de Deus, o Senhor deu-lhes o dom de línguas, para que a todos ensinassem, não de modo que falando uma só língua fossem entendidos por todos, como alguns dizem, mas sim, bem literalmente, de maneira que nas línguas dos diversos povos, falassem as de todos. Pelo qual disse o Apóstolo: Dou graças a Deus porque falo as línguas de todos vós (1Co 14,18). E em Atos 2,4, se disse: Falavam em várias línguas, etc. E na Igreja primitiva muitos alcançaram de Deus este dom. [...] Pois os coríntios, que eram de indiscreta curiosidade, preferiam esse dom que o da profecia. E aqui por falar em língua, o Apóstolo entende que em língua desconhecida e não explicada: como se alguém falasse em língua teutônica a um galês, sem explicá-la, esse tal fala em língua.” (São Tomás de Aquino, Summa Teológica)

Alguns santos, como São Francisco Xavier, Santo Antônio, São Vicente Ferrer, São Francisco Solano, em sua maioria missionários e pregadores, receberam de Deus esse dom para anunciar por todo o mundo. Em diversas ocasiões, pregaram a grandes multidões de pessoas de nacionalidades diferentes, sendo entendidos por todos como se falassem em sua própria língua de origem.
Quanto menos necessário se torna este dom para o anúncio da Palavra, menos teremos relatos dele, como nos explica Santo Agostinho:

"Quem em nossos dias, espera que aqueles a quem são impostas as mãos para que recebam o Espírito Santo, devem portanto falar em línguas , saiba que esses sinais foram necessários para aquele tempo. Pois eles foram dados com o significado de que o Espírito seria derramado sobre os homens de todas as línguas, para demonstrar que o Evangelho de Deus seria proclamado em todas as línguas existentes sobre a Terra. Portanto o que aconteceu, aconteceu com esse significado e passou." (Santo Agostinho, Homilias)

Sendo assim, queridos irmãos e irmãs, oremos a Deus para que, como em Pentecostes, o Espírito Santo desça sobre a Igreja para que ela continue anunciando as maravilhas de Deus para todos os povos e em todas as línguas.