quinta-feira, 8 de julho de 2010

Festa de igreja?


É triste ver como tantas comunidades católicas ainda persistem em secularizar as festas de seus padroeiros promovendo bailes e shows com músicas que vão de encontro com a fé que professamos, vendendo e/ou permitindo a venda de bebida alcoólica, que atrai a as drogas ilícitas, a prostituição e a violência, podendo facilmente se tornar (como já presenciamos) cenário de tiroteios e assassinatos.
Já imaginou se no dia de São Pedro a Praça Principal do Vaticano se tornasse palco de música profana? Se o papa mandasse vender vinho e cerveja para arrecadar fundo para a reforma da basílica? Não seria um escândalo? Por que então persistir no erro se é dever das igrejas locais seguirem o exemplo de Roma?
Uma comunidade que promove uma festa com os atributos citados acima tem de ter a consciência de que, de forma alguma, está promovendo uma festa religiosa, mas sim uma confraternização secular. Sendo as conseqüências dela, seculares, e não religiosas.
Se alguém gosta da ideia de ver jovens bebendo, se drogando, se prostituindo e se matando, monte barraquinhas de bebida alcoólica no seu bairro, na sua rua, na sua casa... e assuma as consequências dos seus atos, mas não profane o nome dos nossos grandes santos tampouco da Santa Igreja Católica com esses eventos vergonhosos.
A missão da Igreja é evangelizar, celebrar os sacramentos e cuidar dos pobres e injustiçados. Vender bebida e promover a violência não é papel de cristão, tampouco da Igreja de Cristo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A beleza que faz falta


É difícil compreender por que tantos sacerdotes estão deixando de lado as lindas tradições da Igreja de Cristo. Em especial na liturgia. Sinos, incensos, vestes, ouro estão desaparecendo das igrejas. Está tudo tão simples, tão pobre, tão apagado. Visivelmente é difícil crer que estamos participando do Banquete do Senhor. Que a nossa comunidade faz parte da mesma Igreja que Roma. Confunde-se zelo com futilidade e o que não é essencial entra em extinção.
Muitas comunidades chegam ao cúmulo de nem ao menos ter um ostensório para expor o Santíssimo Sacramento. E pior: acham isso extremamente normal. Promove-se eventos, mobilizam-se pessoas, arrecada-se dinheiro. Melhora-se o som, trocam-se os bancos, e o Corpo do Senhor permanece abandonado. Reclamam da falta de padre. Mas onde estão os coroinhas? Como cobrar vocação se não temos capacidade para despertá-la?
É difícil compreender. Qual a dificuldade em ser Igreja na íntegra? Lutemos, irmãos, para que nossas comunidades sejam cada vez mais “Igreja” e se preocupem, sim, em adornarem-se para o encontro com o Rei. Pois Cristo merece toda a beleza que pudermos lhe oferecer.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Não abandonem o Cristo


É espantoso ver como muitos católicos não compreendem o que é Santa Missa e deixam de participar por tantos motivos banais. O mais espantoso é que não estamos falando de católicos não ativos na Igreja. Falamos de líderes de pastorais, coordenadores, catequistas e tantos outros que atuam nas comunidades. Muitos ficam semanas sem participar do Sacrifício de Cristo mesmo pertencendo a uma paróquia que realiza mais de 40 Missas dominicais. E os motivos são os mais absurdos possíveis. Chegam até a dizer que tanto faz ir à Missa ou à Celebração desde que se esteja na comunidade. COMO ASSIM TANTO FAZ? Onde está escrito que um católico não pode ir à Missa em outra comunidade da paróquia quando o sacerdote não pode celebrar na que ele participa? Como alguém que compreende a Palavra de Deus se contenta, em sã consciência, em participar da Santa Missa de quinze em quinze dias?
Na missão de divulgar a revista passamos o Domingo em uma paróquia onde dois dos três padres estavam impossibilitados de celebrar e, na matriz, onde normalmente são realizadas cinco Missas só poderia ter uma. Nos outros horários aconteceu a celebração da Palavra, mas era explícito, tanto nas falas quanto nos olhares da assembleia e de quem presidia, o sentimento de tristeza por não poderem, naquele Domingo, participarem da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Por outro lado, em muitas comunidades, os celebrantes ficam tão ansiosos pelo dia de sua Celebração que, se algum padre chegar para celebrar a Missa são capazes de dispensá-lo (afinal de contas, tanto faz mesmo, não é!?). Parece brincadeira, mas já aconteceu.
Católicos de Volta Redonda, acordem para essa verdade: muitos de nós estamos deixando de vivenciar o ápice de nossa fé por conta de uma cultura religiosa errada que foi implantada em nossa paróquia há muito tempo atrás.
A Congregação para o Culto Divino da Santa Sé nos alerta que é perigosa essa supervalorização do leigo, em especial na parte sacramental da Igreja em sua encíclica “Redemptionis Sacramentum”. A celebração da Palavra dominical é a última opção aceitável para que uma comunidade celebre a Páscoa de Cristo e, ainda sim, é uma opção extremamente provisória. Muitas comunidades de nossa paróquia sofrem com a falta de sacerdotes e não fazem absolutamente nada para despertar novas vocações. Acomodam-se com a Celebração da Palavra, colocando a vida em comunidade como justificativa indiscutível. Acham normal não participar da Missa mesmo em dias de solenidade. Sim, solenidade (Natal, Pentecostes, Vigília Pascal...). Parece incrível, mas acontece. E como acontece.
Lugar de leigo decididamente não é atrás do altar erguendo o Corpo de Cristo. É urgente desfazer esta mentalidade de que Missa ou Celebração “tanto faz”. Não porque os celebrantes sejam pouco instruídos, isso não é o problema maior. A questão está no valor que se dá à Santa Missa. Porque, sim, precisamos fazer questão de participar da Santa Missa aos domingos. Foi o próprio João Paulo II quem afirmou: “a Missa é o coração do Domingo”!
Não caiamos na armadilha da acomodação, pois ovelha sem pastor se dispersa. É dever das comunidades lutarem e trabalharem para que seus fiéis tenham acesso semanalmente à Santa Missa, a curto e a longo prazo. Oremos pelas vocações, façamos encontros para os jovens, convidemos padres para celebrar! Já passou da hora de parar de reclamar e agir.
Assim, num belo dia que ainda há de chegar, nossos filhos se espantarão quando contarmos que no nosso tempo muitos católicos não participavam da Missa todos os Domingos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Doce Virgem Maria


Sua pequenez diante do Altíssimo a eleva ao mais alto dos Céus.
Como a rosa mais perfumada, a doce Mãe de Deus exala a santidade em seu modo mais perfeito. Toma-nos por seus filhos, assumindo a condição de Mãe da Igreja, Porta do Céu.
A profundidade de seu Sim nos prepara a eternidade. Maria nos torna livres ao se fazer escrava do Senhor.
Fiel até a Cruz, na consumação de seu chamado recebe a bendita missão de continuar cuidando de nós.
Somos pequeninos. Somos João e Madalena neste Vale de Lágrimas. E a Virgem, mais uma vez, obedece. Toma a Igreja em seus braços como ao próprio Jesus e seu carinho materno nos acompanha através dos séculos. Sua presença nos acalenta a cada dia.
Doce Mãe de Deus. Bendita entre todas as mulheres.
A Ciência de Deus não poderia tomar decisão mais acertada: escolhê-la.
Tê-la como exemplo nos dá forças para prosseguir.
Modelo perfeito, ela nos inspira. Nina. Por vezes repreende.
Ama.
E ama porque gerou o Amor.
Qualquer tentativa de diminuir a grandeza da Virgem de Nazaré seria vã. Seu chamado a ser a Grande Mãe de Deus – Theotókus – é irrevogável.
Nesta condição, a Santa Igreja venera e vislumbra toda a beleza daquela que desponta pelos céus como a aurora, temível como um exército de bandeiras desfraldadas.
O brilho de sua virgindade reluz na História. E que ninguém ouse tentar ofuscá-lo. Ela é a Mulher vestida de Sol. Tentar relativizar o valor de Maria seria o mesmo que tentar apagar o brilho do Sol. Nenhum esforço humano conseguiria tocar o véu de sua pureza.
Ela é a Mãe de Deus. Ela é a Mãe da Igreja.
És nossa Mãe, doce Virgem Maria.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Contigo até o fim


Diante de todos os recentes acontecimentos, diante desta mídia sensacionalista e hipócrita, diante de todos aqueles que acusam sem provas e de todos os que criticam sem embasamento, só uma certeza nos resta:
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do inferno NÃO PREVALECERÃO sobre ela” (Mt 16,18).
Ainda que falem, ataquem, venham com as sete pedras nas mãos, a Igreja permanecerá firme, guiada pela infalibilidade e honestidade de nosso tão amado pastor: o Santo Padre.
Já enfrentamos guerras piores e triunfamos. Não será agora que pereceremos.
Quanto ao papa, confiamos inteiramente em sua índole.
Digam o que quiserem, astutos inimigos, estaremos unidos a Pedro até o fim, pois esta é a vontade do Senhor.
Pela graça da obediência, nossa visão é capaz de enxergar através da fé. E é esta mesma fé que nos faz exclamar: “Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 11-12).

Sangue e Água


Uma gota de água colocada no cálice.
A alma que se dilui na vida e torna o sangue sagrado.
Da Árvore da Vida, no seio da Nova Jerusalém, sangue e água brotam do Coração Sacramentado.
Doze vezes por ano suas folhas redimem o mundo de sua triste realidade perecível.
No erguer do Corpo, o olhar do Cordeiro no madeiro da Glória. No Altar da Cruz escorre a nova e eterna Aliança.
Um pacto, um Mistério, um Sacramento. A morte de Deus vence o pecado. A vitória do Homem nos retira da morte.
Sua memória é esperança, sua presença é nossa força.
A água que é colocada no cálice nos dá a vida. O sangue que é erguido no calvário dá vida à alma.
Enquanto os olhos não veem, a alma te exalta. Enquanto a razão se submete, o corpo se inclina.
É sangue, é água, que brotam da Eucaristia.
É vida e alma que se derramam do Fruto da Vida.
É a morte da Vida, dando início ao eterno.
Ó sangue e água, que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em vós!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Amamos por amor


A sabedoria poética já dizia que amar é verbo intransitivo. Não tem “por quês”, nem “comos”. Amor é amor em si mesmo – afirmava.
Que saudade das definições simples... Parece-me que hoje foram substituídas por questionamentos inférteis.
Amai – este fora o ensinamento deixado. Simples, concreto. Amai.
O ensinamento é tão sólido em si mesmo que não comporta qualquer indagação.
A lógica da misericórdia não atribui ao amor o conceito mesquinho de que se precisa de motivos para amar. A misericórdia ama, e pronto. Não importa se o amado possui predicados. Simplesmente amamos.
Por amor, por obediência... amamos. É o que devemos fazer.
Não nos cabe julgar se o amado tem merecimento de nossa predileção. Nos cabe amá-lo, nada mais.
Nos propomos a seguir o Mestre. E, se é isto que ele nos pede, fazemos.
Não nos percamos nos emaranhados de palavras. A definição é simples. Amamos por amor.