terça-feira, 31 de julho de 2012

Anna Catharina Emmerich: grande mística da Igreja


A Beata Anna Catarina Emerich, nascida na Alemanha em 1774, com certeza pode ser considerada uma das grandes místicas da Igreja.
Desde a mais tenra idade já via seu Anjos da Guarda, o Menino Jesus e a Virgem Maria, mas, pensando que todas as outras crianças tinham as mesmas visões, não tocava no assunto com medo de ferir a modéstia.
Certa vez, aconteceu-lhe:
Estava de joelhos na Igreja dos padres Jesuítas, em Coesfeld, meditando e rezando diante de um crucifixo.
“Então vi, conta ela mesma, vindo do Tabernáculo, onde se guardava o Santíssimo Sacramento, o meu Esposo celeste em forma de um jovem resplandecente. Na mão esquerda trazia uma grinalda de flores, na direita uma coroa de espinhos; apresentou-as, ambas, para eu escolher. Tomei a coroa de espinhos, Ele a pôs na minha cabeça e eu a apertei com ambas as mãos; depois desapareceu e voltei a mim, sentindo uma dor veemente em torno da cabeça.
No dia seguinte a minha testa e a fontes, até as faces estavam muito inchadas e sofria horrivelmente. Essas dores e a inflamação voltaram muitas vezes. Não notei sangue em volta da cabeça, até que as minhas companheiras me induziram a vestir outra touca, porque a minha já estava cheia de manchas vermelhas, ferrugentas.”
Quando jovem, tornou-se religiosa. O convento onde residia, porém, fora mais tarde fechado, obrigando-a a retornar à sua cidade natal.
Dotada de muitos dons, levava uma vida de intensa penitência.
Recebeu os estigmas do Senhor nas mãos, pés e no lado, que lhe causavam terríveis dores.
Além disso, não podia tomar outro alimento senão a Sagrada Comunhão.
No entanto, Anna é conhecida no mundo inteiro pelas extraordinárias visões com as quais foi agraciada: inúmeros trechos do Antigo Testamento, o nascimento da Igreja, a vida de diversos santos, acontecimentos futuros e, principalmente, toda a vida de Nosso Senhor e da Virgem Maria, as quais descreve com riqueza de detalhes.
Muitas de suas visões deram origem às cenas do filme “Paixão de Cristo”, de Mel Gibson.
Clemente Brentano, um poeta da época, foi designado por Deus para visitar Anna e transcrever suas visões. A mística fazia questão de revisar todas as anotações.
Quando estava num profundo êxtase, a 18 de Dezembro de 1819 e Brentano lhe apresentou uma folha, com as anotações, disse ela:
“Estes são papéis de letras luminosas. O homem (isto é, Brentano) não escreve de si mesmo; tem para isto a graça de Deus. Nenhum outro pode fazê-lo; é como se ele mesmo visse”.
Em 9 de fevereiro de 1824, faleceu em odor de santidade e foi beatificada pelo Papa João Paulo II no ano de 2004.
A leitura dos fortes relatos da Paixão do Senhor e das visões de Anna Catharina é muito salutar à alma cristã, pois torna viva a imagem dos sofrimentos de Cristo.
Abaixo, transcrevemos alguns trechos de um exorcismo realizado pelo Pe. Gabrielle Amorth, onde o demônio, obrigado pela Santíssima Virgem, fala sobre os escritos de Anna Catharina Emmerich:

Exorcista - Fala Belzebú, em nome da Santíssima Trindade! 
Demônio - A propósito do começo da Igreja devo acrescentar que embora os Evangelhos pouco contenham sobre a Santíssima Virgem, mais tarde, inspirados pelo Céu, em visões e revelações, grandes Santos lançaram muita luz sobre a vida e obra d'Essa que está lá em cima (aponta para cima).
Um dos maiores é a Catarina Emmerich, que nem sequer ainda foi canonizada (ri maldoso). Ela não foi só uma das almas mais sofredoras, mais humildes, mais missionárias, como é também uma das maiores Santas do Céu.
[...]
Esta Catarina Emmerich teve de falar para a Igreja, fez vaticínios sobre a Igreja e sofreu e rezou muito por ela. Já em pequenina, a sua capacidade de sofrimento era enorme. Nós tínhamos-lhe um ódio terrível. Tão pequenina e já fazia Via Sacra, e imitava à letra a humildade d'Aquela que está lá em cima... Ah!... e a cruz, cruz também, tal como Aquela, que está lá em cima.
Foi uma grande Santa. Nós receávamo-la muito e, por isso mesmo, queríamos destruí-la, mas não o conseguimos. Ela safava-se sempre, embora tivesse sofrido doenças mortais, que oferecia sempre pelos outros, para que eles pudessem obter ainda a graça de se converterem. Só morreu quando Aqueles lá em cima (aponta para cima) verdadeiramente o quiseram, pois foram Eles que acolheram a sua alma venerável, a sua alma santa... porque ela era uma Santa... no Céu. Há no Céu muitos santos, quero dizer muitos Santos canonizados por Roma, que são menos santos e menores que ela. Ah! Como é horrível ser obrigado a confessá-lo! 
[...]
Se ela for canonizada, pensamos nós, então os seus livros serão conhecidos. Enquanto não o for, os seus livros não serão tão bem aceitos. É por isso que os Bispos não querem ouvir falar deles. Talvez um ou outro já os tenha lido, mas isso são fatos isolados, sem conseqüências.
Devo ainda acrescentar que ela é uma Santa poderosa no Céu(chora). Há muito que os seus livros deviam ter sido difundidos pelo mundo inteiro. É preciso que vós também o proclameis do alto dos púlpitos. E agora não digo mais nada, mais nada (gane como um cão).
[...]
Deve-se falar às pessoas dos seus livros e das suas numerosas visões e revelações. É preciso que o façais por amor à dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela desejava-o e o próprio Jesus o deseja também.
[...]
Catarina Emmerich teve visões sobre a Dolorosa Paixão de Jesus para que ela fosse conhecida dum modo mais direto e mais profundo, pois os Evangelhos não relatam senão fragmentos. Embora os Apóstolos tivessem conhecido mais pormenores, resumiram-na muito. Nas visões desta grande Santa há partes sintetizadas e resumidas que são horrivelmente extensas para nós. Aprende-se, por exemplo, a maneira de conseguir um arrependimento perfeito, que desempenha um papel primordial na confissão. Aprende-se a não ofender tanto o Senhor, que tanto sofreu. Os seus padecimentos são descritos duma maneira mais profunda do que em qualquer outro livro (rosna). Estes livros deveriam figurar em todas as livrarias, sobretudo nas católicas, que os deveriam possuir em quantidade, e não apenas um exemplar.


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